Não se culpe tanto assim

Na minha opinião, uma mudança real, seja ela qual for, é complicada, leva tempo e força de vontade.

É assim quando você muda a sua alimentação, começa a praticar um esporte, volta a estudar, tenta criar o habito de ler ou meditar todos os dias. Mudanças são sempre complicadas.

Com seus hábitos de consumo, não seria diferente.

A tentação está sempre ali: no shopping mais próximo, nas liquidações de 70% (que só quem tem uma margem de lucro absurda pode fazer), nas brusinhas de $1,00 nos EUA. Todas essas coisas podem nos afastar do nosso propósito.

Esses dias aconteceu comigo. Acabei caindo na tentação de entrar em uma Zara em liquidação. Encontrei uma calça linda, era exatamente do jeito que eu procurava há algum tempo. Pensei: “Se for made in Turkey, eu levo”.    Não era.    Para minha infelicidade (e ironia do nosso querido destino), era made in China mesmo (não, eu não acho que uma fábrica que produz para Zara seja melhor na Turquia do que na China, mas na consciência pesa menos, sabe?).

Não levei, tirei foto  mandei para minha maga das linhas e agulhas, a Thai da Tes Store.

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A Thai, como sempre foi incrível. Foi atrás de um tecido lindo (ainda mais lindo do que o da loja) e fez a calça para mim. Ela ficou maravilhosa, era off white com estampa de girafinhas, super cool e a minha cara. A Thai sabe das coisas. Mas sim, eu ainda queria a outra. Eram coisas diferentes, para usar em ocasiões diferentes e eu via muita utilidade naquela primeira também.

Sim, eu me auto sabotei, fui até a Zara e comprei a outra calça. 

Eu a usei muito, fiz valer cada centavo pago, e digo mais, todo o esforço do chinês que a fez para mim. Mas me cobrei tanto por esse episódio. Hoje estou aqui para confessar esse deslize para vocês. Dizer que muitos outros podem ocorrer nesse caminho (espero que não), mas que eu não posso e não devo me culpar tanto.

Nem por isso, nem pelas escapadas na dieta, pelos dias que resolvi não ir à academia e também por não conseguir meditar e fazer yoga o quanto gostaria.

A vida é breve e deveria ser mais leve.

Vamos ser mais gentis e coniventes conosco de vez em quando?

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6 Comentários

  1. Aaaaaaa best post so far!.Não sei dizer se é na fase dos mid20s mas vejo eu e azamigatudo com uma mudança geral na vida, dando uma balançada em deep thoughts que chegam para dizer “Hello, welcome to adulthood”. As ações responsáveis e conscientes acompanham nosso desenvolvimento, com a real noção do nosso impacto seja na vida de uma pessoa ou no meio ambiente, tornando nosso coração feliz quando estamos o right track. maaaaas acho que ngm é de ferro e vou admitir que acho que tb daria uma desviar no track por essa calça! 😅 Acho que o mais importante é ter a consciência e não tapar os ouvidos para a realidade né? A partir disso nosso subconsciente ajuda a tomar controle nas nossas ações. 🙏🏾🕺🏽❤️

  2. Maravilhosa! (Parênteses para essa foto maravilhosa, obrigada!)
    E maravilhosa por trazer esse tema!
    Gratidão por trazer tudo isso pra nós!
    E vamos fortes na conscientização.

  3. Aaaaadorei esse desabafo/depoimento/reflexão, Valen!
    Obrigada por dividir isso:) e mostrar, assim, que eu (e provavelmente muitas outras pessoas!) não estou sozinha!
    Estou numa mudança de hábitos incrível: parece que estou mudando todos os meus hábitos construídos nesses últimos 26-27 anos em um mês!
    E me cobro muito desde sempre…por isso, estou aprendendo também nessa fase de mudanças a mudar o meu relacionamento comigo mesma. Quero aprender a ser menos dura e mais gentil comigo. Acredito que assim, poderei ser mais gentil com os outros à minha volta também!

    Enfim, aqui está também o meu desabafo/depoimento/relato para que você também não se sinta sozinha nessa escapada!
    A vida é assim mesmo…mesmo depois de uma escapada é sempre possível get back on track!

    Beijo grande, Dani

    1. Danizinha!
      Que bom ter você por aqui!
      Acho que estamos em uma fase de mudanças muito parecida. Eu também tenho me cobrado muito em muitos âmbitos. Mas de uns dias para cá resolvi dar uma recalculada na rota.
      O que não pode é desistir no primeiro deslize. Estamos em constante evolução. E é como eu sempre digo, mudanças para serem reais e definitivas devem ser gradativas.

      Obrigada pelo carinho e por dividir o fardo comigo, haha.

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