Choque de realidade após “The True Cost”

Minha primeira observação (pedido) antes de comentar os pontos altos do documentário ” The True Cost ” é: ASSISTA! Meu segundo pedido é desculpas por esse post. Ele realmente está no melhor estilo tapa na cara com luva de pelica mas, infelizmente, não tem como abordar esse tema de forma diferente. Pelo menos para mim.

Se você curte o tema do blog, se está interessado em mudar sua forma de consumo, se gosta do que eu escrevo aqui eu te peço mais uma vez: assista. Assim vai ser muito mais fácil, por quê vamos estar sintonizados na mesma estação.

Eu admito, talvez não seja o melhor programa para o fim de semana, assim como esse post não foi o mais divertido que escrevi, mas são apenas 90 minutos. Apenas 90 minutos para você entender o que está acontecendo no nosso mundo. Apenas 90 minutos para nos deixar um pouco menos alienados. E eu odeio ser/estar alienada sobre o que acontece lá fora. Provavelmente foi por isso que esse documentário mexeu tanto comigo.

Minhas conclusões após assistir “The True Cost”

Na minha opinião o documentário abordou algumas questões sobre o verdadeiro custo da produção em massa, das fast fashions e dos seus preços absurdos. E dividiu os temas em 3 blocos diferentes:

 

1. Exploração de mão de obra barata:

Acho que o meu principal motivo de ter começado tudo isso (o blog). Como podemos comprar coisas todos os dias e ignorar as vidas que fizeram aquilo? Como elas estão? Como são tratadas? O que elas ganham é suficiente para terem o mínimo de dignidade? Qual o lucro de terceiros em cima do trabalho dessas pessoas?

Esse tema começou a ser abordado no mundo todo após o desabamento de uma fábrica em Bangladesh que matou mais de 1000 pessoas. Os alertas de perigo e as ordens de evacuação foram ignorados pelos donos da fábrica simplesmente por quê a produção não podia parar.

E mesmo com esses acontecimentos algumas pessoas insistem em achar (e afirmar) que estão ajudando. Essa é a opinião de uma executiva da empresa Joe Fresh e de muitas pessoas por aí.

   

O fato é que a livre concorrência é tão voraz que não existe outra alternativa para os produtores dessas regiões do que se submeter. E a culpa é de quem? Nossa, que consumimos sem nos perguntar de onde vêm todos esses produtos!

Livia Firth (maravilhosa) explica isso com um discurso simples e sem rodeios:

“Estamos nos aproveitando da necessidade deles de trabalhar para usá-los como escravos. Eles devem ser tratado com o mesmo respeito que tratamos nossos filhos ou amigos.”

Vamos pensar sobre isso?

2. Pesticidas e suas doenças: 

Esse é outro highlight do documentário, por quê traz uma questão que não pensamos a respeito (pelo menos eu nunca tinha ido tão longe). A quantidade de pesticidas utilizada nas lavouras destinadas a produção de roupas, o cultivo de algodão é um exemplo. O documentário apresenta dados científicos de como a exposição de povoados a esses venenos vem comprometendo a integridade física e mental das pessoas.

Você, com certeza, já pensou em consumir mais alimentos orgânicos (se não pensou, deveria), porém nunca deve ter pensado sobre passar a consumir roupas de matéria prima orgânica. E uma das maiores questões e benefícios dos produtos orgânicos não é pensar apenas em mim, no que EU estou ingerindo, mas sim no todo. Por que se eu consumir menos produtos expostos a pesticidas o mundo vai ser beneficiado. No fim das contas, todos nós seremos menos expostos a esses venenos. O filme aborda isso de uma forma muito mais clara do que eu, mas achei um ponto muito importante.

Ps: As empresas que fazem os pesticidas e as sementes geneticamente modificadas são as mesmas que produzes remédios utilizados em tratamentos contra o câncer e outras doenças (apenas para refletirmos).

3. Aumento na produção de lixo: 

O fato é, hoje em dia, em países desenvolvidos, se paga tão barato por uma peça de roupas que as pessoas não pensam mais se devem ou não jogar fora (ou doar, o fim é o mesmo = lixo). Essas roupas viraram produtos descartáveis. E o impacto que isso causa no mundo é gigante.

São vendidas 80 bilhões de peças de roupas por ano no mundo – 400% a mais que há duas décadas. E para onde vão todas essas roupas? Guess what? Todos os anos toneladas e mais toneladas de lixo, na maioria das vezes, não degradável é despejado em aterros sanitários ao redor do mundo. Poluição e degradação do nosso planeta na hora de produzir e na hora de descartar também.

 

E quase no final do filme, esse trecho me impressionou muito e ajudou a fechar com chave de ouro o raciocínio.

  • The True Cost
  • Duração: 1h 28m
  • Direção: Andrew Morgan
  • Classificação QFSR: 

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