Apresentando: Quem faz minhas roupas?

Há um pouco mais de um ano atrás comecei a repensar minha forma de consumo, e se você me perguntar o porquê eu não tenho certeza do que responder, simplesmente algo despertou e me fez entender que deveria mudar por alguns motivos diferentes.

Começou com a valorização do trabalho das pessoas, comecei a pensar em quanto vale o meu trabalho no sentido mais simplista da palavra, o quanto vale eu sair da minha casa todos os dias para fazer algo que muitas vezes vai exigir, inclusive, esforço físico da minha parte. Depois disso comecei a pensar o que pessoas ganham por dia para nos manter quentes e confortáveis por um preço muito baixo. Não, eu não acho que devemos pagar uma fortuna para nos vestir (e você verá isso mais para frente) mas acho sim que se uma camiseta custou menos de R$10 alguém trabalhou quase de graça para fazê-la (não se engane).

 Beleza, eu tinha resolvido que não queria explorar mais ninguém nesse mundo, ou explorar o mínimo possível, só por isso já comecei a prestar mais atenção no que eu consumo. Depois disso comecei a refletir como essas coisas impactam a economia nacional e junto com uma viagem para a Colômbia (vou contar mais em breve) e os problemas econômicos do Brasil veio um estalo, não conseguimos tomar decisões importantes para tirar nosso país do buraco, mas conseguimos ajudar quem está lutando para andar com as próprias pernas. Passei a valorizar mais os comerciantes do meu próprio bairro, principalmente quem faz, até porque ajudando a sustentar esses negócios eles vão fomentar outros negócios. Um exemplo interessante sobre isso é quando você manda fazer uma roupa com a costureira ao invés de comprar de uma multinacional poderosona, dessa forma a costureira do seu bairro não vai precisar fechar as portas e vai poder consumir em uma padaria que fica ao lado da sua casa, que eventualmente vai precisar comprar algum mantimento em um mercado na região. Dessa forma, mesmo sem pensar você movimenta a economia de forma regional, mantém esses negócios em atividade e não fica refém de ter que ir até outro bairro para ter um serviço, ou seja? Mais comodidade para você! Além de valorizar o trabalho de pessoas de verdade e que vão fazer aquilo com todo apreço e amor (na maioria das vezes, claro).

 Se você prestou atenção no meu discurso até agora já sacou o meu terceiro ponto de vista sobre o assunto: meio ambiente. Comprar em excesso e não saber da onde aquilo saiu vai impactar no meio ambiente de diversas formas. Vamos manter o exemplo anterior e digamos que ao invés de mandar fazer a tal roupa você foi até uma franquia fast fashion e comprou pronta. Esse produto provavelmente foi produzido na China, Tailândia, Índia ou Indonésia e mesmo que você não esteja nem aí que essas pessoas estejam fabricando produtos para você praticamente de graça deve concordar que as políticas de controle ambiental desses lugares devem ser menos rigorosas que em países desenvolvidos, certo? E que para essa roupa sair do outro lado do mundo e chegar aqui vamos precisar de um transporte que use combustível, ou seja? A emissão de CO2 nesses lugares é de responsabilidade nossa também.

A princípio são essas coisas que mais me moveram a mudar, mas depois disso comecei a conhecer e outros pontos de vista e valoriza-los igualmente, como por exemplo os produtos sem desperdício (zero waste), produtos cruelty free (sejam eles sem origem animal ou sem testes em animais) e responsabilidade social (contratação de aprendizes, manutenção de ongs ou doações) e é sobre como aconteceu essa mudança e sobre todas as empresas legais que estou conhecendo nesse processo que eu gostaria de falar nesse blog que é quase um diário aberto.

Sendo assim, seja bem-vindo e fique à vontade – a casa também é sua!

7 comments
  1. Não tenho palavras pra expressar o tamanho do meu orgulho!! É lindo ver como podemos de fato fazer a diferença nesse mundo. Te desejo toda sorte e sucesso nesse novo projeto!

    1. Que delícia receber um comentário assim. Obrigada pela força de sempre, você é meu porto seguro!

  2. Hello amore mio!
    Três palavras: Orgulho, arrepio e mudança!
    O resto te falo por whats!!

    Você é o máximo!
    Te amo!

  3. Valen querida, um dos meus mantras há um tempo: “If you think you’re too small to make a difference, try sleeping with a mosquito.”

    E é exatamente o que você está fazendo com esse blog: a diferenca!
    Vou visitá-lo frequentemente, já empolgada pra ler sobre alguns produtores interessantes e para inspirar ainda mais a minha mudanca na minha forma de consumo.

    Beijo grande! Dani

    1. Caramba, que maravilhoso ler um comentário desse Dani. É exatamente assim que eu me sinto e a partir de hoje peço sua autorização para dividi-lo comigo também.
      Estarei te esperando sempre por aqui, por que sei que muito mais do que uma mera leitora, você tem muito a contribuir para minha mudança também.
      Foi um prazer imenso conhece-la.

      Beijos!

  4. Oi Valentina, estou adorando seu blog.
    Há algum tempo venho tentando me transformar numa pessoa que produz menos lixo e menos consumista. Seu blog está sendo muito útil.

    Parabéns

    1. Caramba Flavinha, que legal saber disso.
      Você não faz ideia de como me deixa feliz.

      Continue nessa caminhada. Não é fácil, mas ninguém falou que seria, né?
      Estão à disposição para qualquer coisa que você precise.

      Beijão!

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